PASADENA, EUA. Faz exatamente um mês que o espanhol Domènec Torrent, o Dome, assumiu o comando do Rayados de Monterrey com um objetivo: classificar o time mexicano no Grupo E para o mata-mata do novo Mundial de Clubes da Fifa. O início foi animador: empate de 1 a 1 com a Internazionale de Milão – atual vice-campeã da Champions League. Neste sábado, o adversário é o River Plate, da Argentina, às 22h de Brasília, no Rose Bowl, em Pasadena (EUA). Após a entrevista coletiva oficial da véspera do jogo e de inspecionar o campo, Dome bateu papo com o De Camarote num dos corredores de acesso. O treinador relembrou com um misto de carinho e lamento a passagem pelo Flamengo e realçou que pegou o clube em momento difícil, em 2020.

– Eu vi o Flamengo jogar hoje (sexta-feira, 20, contra o Chelsea), e, mais uma vez, até mesmo longe do Brasil, a torcida do Flamengo impressionou. Eu cheguei ao Flamengo, um clube gigante que lota o Maracanã a cada jogo, vivendo a pandemia da Covid. Você imagina o quanto é complicado jogar no Maracanã, um estádio para 80 mil pessoas, vazio, sem a torcida. O futebol é feito para o torcedor, e não tínhamos esse apoio essencial – relembrou Dome.
Demissão após três meses no cargo
No dia em que completava três meses no Flamengo, Dome acabou demitido em 9 de novembro de 2020, após 24 jogos, dos quais venceu 14, perdeu 6 e empatou outros 4. O espanhol disse que as pressões sobre os dirigente pelas redes sociais e outros fatores culminaram na demissão, mesmo com o Flamengo em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro.
Dome: ‘Brasil é muito difícil para os técnicos’
Perguntado se deseja um dia voltar a trabalhar no Brasil, Dome foi enfático:
– O Brasil é muito difícil para os técnicos. Você joga a cada três dias, a pressão é imensa, bastam duas derrotas seguidas para qualquer projeto ser contestado. Não há (sustentação para) médio/longo prazo – emendou.
Dome, no entanto, não esquece o Rio de Janeiro e a convivência com os cariocas nos três meses em que morou na cidade.
– Eu morava na Barra da Tijuca, num lugar espetacular. O Rio de Janeiro é uma cidade linda, hospitaleira. Passei um tempo muito bom ali – recordou o técnico, que vai completar 63 anos no próximo dia 14 de julho.
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Depois do Flamengo, Dome passou pelo Galatasaray, da Turquia, e pelo Atlético San Luis, do México, onde não obteve sucesso. Contratado pelo Monterrey em 21 de maio passado para substituir o argentino Martín Demichelis, Dome sabe que a pressão no México também é grande.
– Começamos (o Mundial de Clubes) com um resultado “meio bom”, que é o empate. Foi contra uma grande equipe e contra a qual muita gente dizia que o Rayados sairia com zero ponto. Conquistamos um e estamos aqui para enfrentar agora outra grande e laureada equipe, que é o River Plate – opinou Dome.

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