Seleção masculina amplia recordes com bicampeonato olímpico e ajuda o país a alcançar sua melhor campanha
TÓQUIO. O mais laureado país na história do torneio olímpico masculino de futebol não falhou no Japão. O Brasil conquistou o bicampeonato ao ganhar da Espanha por 2 a 1, há pouco, no Estádio Yokohama Internacional, em Yokohama, a 30km de Tóquio. Campeão no Rio-2016 e agora em Tóquio-2020, o país chega sete medalhas, sendo duas de ouro, três de prata e duas de bronze em 15 participações no futebol para os homens nas Olimpíadas. O resultado ainda ajudou a delegação do Brasil a subir no quadro geral de medalhas e a igualar o recorde nacional de ouros em uma mesma edição dos Jogos, com sete.
Com a vitória de hoje sobre os espanhóis por 2 a 1, o Brasil também é o país que mais venceu partidas no torneio olímpico masculino de futebol, agora com 40 vitórias.
O resultado aumentou o jejum europeu no futebol masculino das Olimpíadas. A Espanha foi o último país da Europa a conquistar o ouro , em Barcelona-1992. O curioso é que aquela foi a 14ª conquista consecutiva de uma seleção do Velho Continente no evento. Desde então, nunca mais um europeu subiu ao mais alto lugar do pódio.
O Brasil também estabeleceu outra marca expressiva em Tóquio. Foi a quarta medalha consecutiva da seleção masculina, depois do bronze em Pequim-2008, da prata em Londres-2012 e dos ouros no Rio-2016 e, agora, em Tóquio.
De quebra, ainda se junta a outros dois sul-americanos como bicampeões olímpicos consecutivos. O Uruguai ganhou o título de Celeste Olímpica com os ouros em Paris-1924 e Amsterdã-1928, e a Argentina, campeã em Atenas-2004 e Pequim-2008.

Foi um jogo sofrido e com lances truncados. Diego Carlos ia fazendo gol contra, mas salvou se redimiu, salvando quase sobre a linha, aos 16 minutos do primeiro tempo.
A resposta do Brasil veio rapidamente. Aos 18, Unai Simón espalmou o chute de Douglas Luiz, que recebeu a assistência de Richarlison.
Aos 24, grande jogada de Arana pela esquerda, que serviu para o chute de primeira de Richarlison na rede, mas pelo lado de fora.
Aos 37, o VAR chamou o árbitro australiano, que marcou um pênalti bastante contestável. Richarlison bateu, mas isolou por cima do gol.
Aos 47, no último lance do primeiro tempo, saiu o primeiro gol, de Matheus Cunha. Assistência que só um chama-título, como Daniel Alves, que conquistou o 43º título na carreira, conseguiria acertar.

No segundo tempo, logo aos seis, Antony recebeu de Matheus Cunha, cortou o zagueiro, chutou e o goleiro espalmou a bola, que ainda bateu no travessão e não entrou.
Aos 16, a Espanha empatou. Carlos Soler recebeu o passe rasteiro em profundidade nas costas de Arana e cruzou no segundo pau para Oyarzábal chutar de primeira, sem chance para Santos: 1 a 1.
A Espanha ainda teve dois chutes que explodiram no travessão, de Bryan Gil, aos 43 do segundo tempo.
Na prorrogação, o Brasil foi melhor. Aos 10 do primeiro tempo, Arana obrigou Unai Simón a uma grande defesa em chute cruzado.
Aos dois do segundo tempo da prorrogação, não teve jeito. Malcom ganhou na corrida de Vallejo e chutou cruzado para vencer Unai Simón, que ainda tocou na bola: 2 a 1 e o bicampeonato olímpico estava garantido para a seleção treinada por André Jardine.
Brasil: Santos – Daniel Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana – Douglas Luiz e Bruno Guimarães – Antony (Gabriel Menino), Matheus Cunha (Malcom) e Claudinho (Reinier) – Richarlison (Paulinho). Técnico: André Jardine.
Espanha: Unai Simón – Oscar Gil (Vallejo), Eric García, Pau Torres e Cucurella (Miranda) – Zubimendi (Moncayola), Merino (Soler) e Pedri – Asensio (Bryan Gil), Oyarzábal (Rafa Mir) e Olmo. Técnico: Luis de la Fuente Castillo.
Arbitragem: Chris Beath, auxiliado por Anton Schetinin e George Lakrindis (todos da Austrália).
Cartões amarelos: Guilherme Arana, Eric García, Richarlison, Matheus Cunha, Bryan Gil.
