Competição será de 9 a 19 de dezembro, com sete clubes. Edição passada teve seis, após desistência do Auckland City
Na reunião desta sexta-feira, por videoconferência, o Conselho da Fifa bateu o martelo para a próxima Copa do Mundo de Clubes ser disputada no Japão, de 9 a 19 de dezembro próximo. Ainda não será desta vez que o formato mudará. Jogarão os seis campeões continentais (entre eles, os da Libertadores-2021, com final em novembro, e Liga dos Campeões da Uefa, com final em maio) e mais um clube japonês, representando o país-sede.
A edição de 2020, jogada no Catar, de 4 a 11 de fevereiro passado, e vencida pelo alemão Bayern de Munique, foi afetada pela pandemia da COVID-19. Além de adiada em dois meses, perdeu um participante. Em vez de sete, teve apenas seis clubes, após a desistência do Auckland City, por causa dos protocolos sanitários para viajantes da Nova Zelândia.

Na minha coluna, em duas edições diárias, na Sulamérica Paradiso FM do Rio de Janeiro, eu trouxe, na noite de quinta-feira, um bastidor sobre perdas milionárias da Fifa com a pandemia da Covid-19.
Pois bem, nesta sexta-feira, a entidade anunciou oficialmente a diminuição de US$ 705 milhões nas reservas financeiras, em relação a 2019. Isso representa queda equivalente a R$ 3,87 bilhões, em apenas um ano fiscal.
É verdade que a Fifa distribuiu US$ 1,5 bilhão em ajuda para as seis confederações continentais e as 211 federações nacionais durante a pandemia. Mas a entidade vem arrecadando muito menos com eventos e com vendas de cotas de patrocínio para a próxima Copa do Mundo de Seleções, em 2022, no Catar, do que no mesmo estágio de 2017, em relação ao Mundial-2018, na Rússia.
Em relação ao ano fiscal de 2019, antes da pandemia, as reservas financeiras da Fifa somavam US$ 5,1 bilhões, um recorde na ocasião.
A expectativa agora é se a entidade conseguirá realizar o orçamento de US$ 6,4 bilhões, previsto no início de 2019 para o ciclo que se encerrará após a Copa do Mundo-2022. O megaevento responde por 92% das receitas da Fifa a cada quatro anos.
Um desafio enorme, diante do cenário devastador da pandemia para a enorme maioria das empresas e patrocinadores.
