Com restrições nos estados, clubes de menor investimento são obrigados a viagens longas e expostos ao risco de contágio no auge da pandemia
É uma covardia o que está acontecendo com equipes de menor investimento na Copa do Brasil.
A CBF remarcou para campo neutro os jogos de clubes de estados que adotaram medidas restritivas no combate à Covid-19. Para começar, a entidade pôs em xeque o critério da primeira fase da competição: uma equipe com pior colocação no ranking ter a vantagem do mando de campo, enquanto o time visitante (mais bem colocado) joga pelo empate para avançar na Copa do Brasil.
Seria sensato adiar, pelo menos, para data posterior a 30 de março as partidas dessas equipes que não podem jogar em suas cidades de origem, pois o critério da primeira fase da competição está comprometido nesse momento. Em vez disso, a CBF quer jogo a qualquer preço. A intransigência da entidade criou situações absurdas, em meio a viagens longas e desnecessárias.
O Marília, time do interior paulista, viajou 564 quilômetros de ônibus até Varginha, no sul de Minas Gerais. / Após chegar, a equipe foi informada de que a partida com o Criciúma, de Santa Catarina, estava novamente remarcada, desta vez, para Cariacica, no Espírito Santo, distante mais 784 quilômetros!
Eu DUVIDO que a CBF tenha coragem de impor algo assim a um Flamengo, a um Palmeiras ou a qualquer grande clube do Brasil.

Atletas e comissões técnicas são expostos desnecessariamente cada vez mais ao risco de contágio da Covid-19. Tudo para a CBF manter seu calendário desumano.
É de um egoísmo, é de uma insensibilidade sem igual da CBF.
