A #FinaldoOutroMundo teve o campeão que menos chutou certo a gol (uma vez), duas defesas de goleiros e fim épico e inesperado para o mau futebol
Setenta anos depois da conquista da Copa Rio-1951, o Maracanã voltou a ser palco de festa do Palmeiras celebrando outro título internacional. Neste sábado, ganhou do Santos por 1 a 0, conquistando a Copa Libertadores da América pela segunda vez na história do clube (a outra havia sido em 1999).
O gol de Breno Lopes, de cabeça, aos 52 minutos do segundo tempo, significou desfecho inesperado para um jogo chato e de raras emoções durante os 99 minutos anteriores, contando com os acréscimos dos dois tempos. O atacante, que entrara aos 40 minutos do segundo tempo em substituição a Gabriel Menino, levou o troféu, dado ao melhor jogador da final.

O Santos teve mais a bola (59%) durante a partida, mas não conseguiu transformar esse domínio em gol. Wéverton, o goleiro do Palmeiras, fez apenas duas defesas, ambas no segundo tempo, desviando para escanteio um chute de Diego Pituca e encaixando com facilidade uma bicicleta de Marinho.
Assim, o Palmeiras se tornou o campeão com menos chutes no alvo em uma final de Libertadores desde 2013, quando a Conmebol começou a fazer as estatísticas oficiais das partidas.
John, o goleiro do Santos, não fez uma defesa sequer. E ainda foi encoberto pela cabeçada de Breno Lopes, que morreu no fundo da rede.

O resultado consagra a campanha do Palmeiras, a melhor desta edição da Libertadores. O time paulista terminou com 10 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota na competição. Fez 33 gols (melhor ataque, com o River Plate) e sofreu apenas 6 (melhor defesa, com o Boca Juniors).
Antes da derrota para o River Plate (0 a 2), na semifinal de volta, o Palmeiras havia estabelecido a melhor sequência invicta da história do clube na história da Libertadores, com 11 partidas seguidas sem perder (9 vitórias e 2 empates).

Foi a segunda conquista consecutiva de um técnico português na Libertadores. Abel Ferreira, do Palmeiras, seguiu o compatriota Jorge Jesus, campeão pelo Flamengo, em 2019. Abel Ferreira, de 42 anos, ganhou o primeiro título da carreira dele.
Com o cruzamento para a cabeçada decisiva de Breno Lopes, Rony, atacante do Palmeiras, foi o jogador mais efetivo desta edição, com 5 gols e 8 assistências. Participou diretamente de 13 dos 33 gols marcados pelo time campeão. Apesar desses números, Marinho, do Santos, o vice-campeão, foi escolhido o melhor jogador da competição.

O gramado estava impecável para a final, mas o ponto negativo na organização foi a aglomeração de cerca de 2.500 convidados dos dois clubes, apenas no setor Oeste do Maracanã, o único que estava aberto para a decisão. Não foi respeitada a distância mínima de dois metros entre os torcedores, e centenas deles ainda retiraram suas máscaras de proteção durante a partida, apesar dos muitos avisos do locutor oficial no sistema de som.
Havia, segundo estimativa da Conmebol, cinco mil pessoas credenciadas, incluindo os convidados, para o jogo. Todas, segundo a entidade, tiveram de mostrar o exame PCR negativo para Covid-19, feito a partir da última segunda-feira (25 de janeiro), cinco dias antes da final.

