Com um a menos por 50 minutos e atuação soberba de Talles Magno, seleção bate Nova Zelândia por 3 a 0 e se classifica para as oitavas de final da competição

A seleção brasileira jogou 50 minutos com um jogador a menos, mas continua com 100% de aproveitamento na Copa do Mundo Sub-17 da Fifa. Com futebol envolvente na primeira meia-hora, a equipe fez o gol diante da Nova Zelândia, aos 19 minutos, com Kaio Jorge. Porém, não faltou sofrimento, por causa da expulsão de Yan Couto, aos 40 minutos do primeiro tempo, que mudou completamente a partida, até ali, dominada amplamente pelo Brasil. No contra-ataque, com heroísmo, a equipe ainda marcou mais dois gols nos dez minutos finais e venceu por 3 a 0.
Com o resultado desta terça-feira, no Estádio Bezerrão, o Brasil está matematicamente classificado para as oitavas de final e vai decidir o primeiro lugar do Grupo A com Angola, que também chegou aos seis pontos, após derrotar o Canadá por 2 a 1, na preliminar. O confronto será sexta-feira, às 20h, no Estádio Olímpico, em Goiânia.
O Brasil começou avassalador. Logo aos quatro minutos, Veron cruzou para Kaio Jorge, desequilibrado, chutar à direita do goleiro Paulsen.
A torcida vibrou com as jogadas de efeito da seleção, como o balãozinho de Daniel Cabral no neozelandês Garbett.
A equipe continuou pressionando, com três tentativas a gol nos seis minutos iniciais. A Nova Zelândia reforçou a marcação no lado esquerdo da defesa, por onde Veron e Yan Couto pareciam imparáveis.
Talles Magno saiu da esquerda para o meio e criou dois ataques de perigo, para chutes de Veron e Yan Couto, e ainda cabeceou por cima do travessão, após cobrança de escanteio de Peglow.
Aos 19, saiu o primeiro gol, com lançamento espetacular de Daniel Cabral para Veron, que venceu dois marcadores na corrida e cruzou rasteiro para Kaio Jorge escorar e mandar para a rede: 1 a 0. Foi o segundo gol do atacante do Santos na Copa do Mundo.

Uma mudança tática feita pelo técnico Guilherme Dalla Déa não surtiu efeito, imediatamente após o gol, quando Talles Magno foi para a direita e Veron passou para a esquerda. O time ficou torto.
Aos 27 minutos, Randall fez fila na defesa brasileira e foi parado com falta por Daniel Cabral, quase na grande área. O próprio Randall bateu por baixo da barreira e Matheus Donelli espalmou, evitando o empate.
A troca de lados não deu resultado, e Veron e Talles Magno voltaram às posições originais, aos 29, apenas dez minutos após a primeira mudança.
Logo o efeito positivo surgiu, com a arrancada de Talles Magno da esquerda para o meio, driblando um marcador e servindo Peglow, que chutou em cima do goleiro Paulsen.
O primeiro tempo parecia caminhar para um fim tranquilo quando o lateral-direito Yan Couto, do Brasil, deu um pisão desnecessário na coxa direita do atacante Garbett. A revisão do VAR chamou o árbitro Mario Escobar, da Guatemala, que, após analisar o lance, mostrou cartão vermelho direto a Yan Couto. O lateral, que vinha fazendo outra grande exibição, corre o risco de pegar dois jogos de suspensão e ficar fora até da partida de oitavas de final.
No intervalo, os dois técnicos mexeram nas equipes. Guilherme Dalla Déa tirou o meia Talles Costa e colocou o lateral-direito Garcia, enquanto o inglês Jose Figueira, da Nova Zelândia, sacou o zagueiro Hilis, que já tinha cartão amarelo, e pôs o atacante Wilson, em busca do empate.
O time da Oceania assustou logo aos quatro minutos, com o chute do atacante Van Hattum passando muito perto do gol de Matheus Donelli.
Van Hattum desperdiçou outra chance, ainda mais clara, aos 9, chutando para fora, da pequena área.
Aos 16, foi a vez de Randall receber livre na área o cruzamento de Garbett e mandar rente à trave direita de Matheus Donelli.
A Nova Zelândia trocou outro zagueiro, Bark, por mais um atacante, Lobo, aos 22 minutos, e foi para a pressão total, enquanto a seleção brasileira substituía o atacante Kaio Jorge pelo meia Diego (do Grêmio).
O Brasil passou a tentar os contra-ataques. Num deles, Talles Magno levantou os 14.158 torcedores presentes ao Bezerrão ao arrancar em velocidade. O zagueiro Simpkim o alcançou e recuou para o goleiro Paulsen, que se enrolou ao tentar driblar o atacante do Vasco. Talles Magno acreditou até o fim, roubou a bola e chutou para o gol vazio, aos 35 minutos.
– Acreditei até o fim na jogada e fui recompensado. Tivemos uma força emocional muito grande para se adaptar à desvantagem de menos um. Hoje, eu estava mais solto. Não tive a felicidade de fazer gol no primeiro jogo, mas, hoje, saiu, e pude ajudar à equipe – disse Talles Magno, após o jogo.

Com a vantagem de 2 a 0, o técnico Guilherme Dalla Déa sacou o meia Peglow e colocou o apoiador Sandry (do Internacional), reforçando o meio-campo desgastado.
O Brasil continuou apostando no contra-ataque, e ainda deu tempo de marcar o terceiro gol. Diego avançou em velocidade e chutou rasteiro para bater o goleiro Paulsen, aos 46 minutos: 3 a 0 com sofrimento e heroísmo de uma seleção que mostrou a fortaleza emocional para buscar o tão sonhado quarto título mundial.

O Brasil se complicou no jogo com a expulsão, mas soube trabalhar bem a bola e encontrou dois gols no final, que tranquilizou a garotada. Bom para o time dar uma encorpada. Mas a seleção tem bons nomes individuais e mostra saber jogar como uma equipe. Parabéns!
E parabéns ao Jorge Luiz pela ótima cobertura!
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Hoje, a seleção mostrou uma fortaleza emocional que me impressionou. A recuperação e a mentalidade para resolver a bobagem cometida pelo Yan Couto nos revelaram um time unido e que sabe o que quer. Obrigado pelas palavras, Barizon, e continue nos acompanhando. É sempre uma alegria.
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Verdade! O time se mostrou muito forte psicologicamente. Este time tem pinta de ir longe.
E pode contar comigo sempre por aqui. Sou seu fã! 😊
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Obrigado pela confiança.
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