Doces lembranças do ídolo Juan, após goleada do Brasil

Ex-zagueiro do Flamengo e da Roma relembra participação no Mundial Sub-17, há 24 anos, que abriu a trajetória até a seleção principal

Juan dá entrevista após a goleada do Brasil Sub-17 (Foto: Jorge Luiz Rodrigues)

Ídolo da torcida do Flamengo e amado pelos tifosi da Roma, Juan aprendeu os atalhos dos campos e da vida para se tornar nome de respeito no futebol. Convidado pela Fifa para assistir à partida de abertura da seleção brasileira sub-17, que goleou por 4 a 1 o Canadá, na tarde de sábado, no Estádio Bezerrão, em Brasília, o recém-aposentado zagueiro desceu ao vestiário anfitrião, antes de a bola rolar para o Grupo A da Copa do Mundo. Falou aos jogadores para passar tranquilidade e incentivo e relembrar o ano de 1995.

Encontrá-lo, depois da partida, na zona mista de entrevistas, com o resultado positivo, foi a volta a um tempo de doces lembranças.

– Antes do jogo, eu disse à garotada que essa nossa carreira passa muito rápido. Contei a eles que senti essa mesma emoção de estrear num Mundial também pela seleção sub-17, em 1995. Foi há 24 anos, e quanta coisa aconteceu comigo! O Mundial Sub-17 foi o início de uma carreira de muitas memórias e vitórias – recordou ao blog Juan, que completou 40 de idade no dia 1º de fevereiro.

Sentado na tribuna de convidados da Fifa, próximo da secretária-geral da entidade, a senegalesa Fatma Samoura, Juan relembrou vários momentos de sua trajetória como jogador antes, durante e depois da goleada brasileira de 4 a 1.

– Passou um filme na minha cabeça, assim que olhei para o campo. Tantas lembranças bonitas do Flamengo, da Roma, da seleção. Lembrei também das lutas e superações de lesões. É isso que quis realçar para esses garotos. A nossa carreira passa rápido. Cada momento é muito importante. Então, é fundamental eles desfrutarem o fato de estarem aqui e aproveitarem essa chance, que milhares querem – recomendou.

Zagueiro recordista de gols (33) no Flamengo, Juan subiu da seleção brasileira sub-17 para a sub-20 e daí para a principal, pela qual estreou em 2001 e jogou por nove anos. Participou das conquistas da Copa América de 2004 e de 2007; da Copa das Confederações em 2005 e 2009; e jogou as Copas do Mundo de 2006 e 2010, quando fez sua última partida pela seleção brasileira, na eliminação diante da Holanda.

Por isso, ele lembrou da situação de Reinier, que acabou cortado da atual seleção sub-17 pouco antes do Mundial, por causa dos desentendimentos entre Flamengo e CBF pela liberação do jogador.

– Reinier atingiu um patamar, em que ele já é muito importante para o time profissional do Flamengo Sem dúvida, seria um jogador fundamental para essa seleção, mas, como eu disse, a carreira de atleta é muito rápida, e as oportunidades surgem. Ela aproveitou a que teve, tornando-se, ainda com idade de sub-17, alguém importante. Seria uma experiência única ele estar aqui, mas não havia como o clube abrir mão dele – analisou.

Juan volta ao Rio neste domingo otimista com a seleção brasileira sub-17, depois da estreia. Acredita que a equipe soube vencer a ansiedade e mostrou personalidade. Antes de partir, desejou sorte nos próximos jogos ao técnico Guilherme Dalla Déa e aos jogadores. Ficaram as doces lembranças como inspiração para um futuro que traga mais delícias à garotada sub-17 neste Mundial.

Deixe um comentário!